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Crítica: Survive the Night (2020)

Então vamos falar de Survive the Night , que traz Bruce Willis de volta às telas do cinema. Apesar dele não ser o protagonista, a maioria d...

Survive the Night - Chad Michael Murray e Bruce Willis

Então vamos falar de Survive the Night, que traz Bruce Willis de volta às telas do cinema. Apesar dele não ser o protagonista, a maioria das pessoas só dará uma chance ao filme e assisti-lo por conta do nome do ator que ainda pesa muito em qualquer elenco.

O filme conta a história de um médico que acabou de perder seu emprego e que agora trabalha em uma clínica do interior e que está morando com seus pais juntamente com sua família. Dois irmãos mau caráteres seguem o médico até a casa para que ele possa fazer uma cirurgia em um deles que está ferido. Mas claro, não será tão fácil assim, e eles precisarão sobreviver a uma noite assustadora.

Ao contrário da maioria dos filmes de Bruce Willis, este não é um filme propriamente de ação, mas sim de suspense, apesar de ter cenas de perseguição e de tiros, por exemplo. O objetivo maior aqui é tentar imergir o telespectador numa situação de invasão a domicilio do ponto de vista dos donos da casa e nos fazer pensar se reagiríamos da mesma forma ou não.

O diretor Matt Eskandari já trabalhou com Bruce Willis em Trauma Center, de 2019, e aqui ele não mostra nada de inovador, apenas um trabalho razoável, mas pelo menos não chega a ser ruim. O tipo de filme que é proposto aqui exige que se tenha um roteiro bem desenvolvido para que consiga prender a atenção do público e nesse ponto o roteirista Doug Wolfe foi bem razoável também. Inclusive essa foi sua estreia no mundo dos roteiros.


A história é desenvolvida de modo muito previsível. Algumas pessoas são feitas de reféns sob a mira de uma arma, mas em alguns momentos alguém consegue escapar, proporciona algumas cenas de perseguição, suspense e depois são recapturadas. Já vimos isso milhares de vezes em outros filmes.

Temos alguns clichês também: a dupla de bandidos em que um é frio, cruel e malvado e o outro é o que tenta manter os dois nos eixos. Tem uma cena em que eles acabaram de roubar uma boa quantia de dinheiro e esse bandido mau tenta assaltar uma loja para roubar mais alguns trocados e a única pergunta que conseguimos fazer é “por quê?”.

Os dois primeiros atos do filme são até bem construídos, com um bom cruzamento entre os personagens, sem parecer forçado. O suspense e a tensão são bem desenvolvidos mantendo a atenção do telespectador, mas no ato final o roteiro perde a mão e fica tudo muito mais solto, podendo fazer com que você se pegue mexendo no celular ou fazendo qualquer outra coisa no meio do filme.

Os plot twists são muitos rasos. Em nenhum momento conseguimos realmente acreditar que algo de diferente do convencional possa acontecer. Os problemas são resolvidos muito facilmente, sem que haja um esforço realmente perceptível dos personagens.

Quanto aos poucos momentos de ação, talvez as cenas que consigam mais impactar sejam aquelas em que o doutor mexe na ferida do bandido ferido. O diretor realmente não abriu mão de mostrar a pele aberta e todos os detalhes de um corte de cirurgia para retirada de uma bala. Algumas pessoas têm fobia a esse tipo de imagem e podem se sentir incomodadas com as tomadas de câmera mais próximas.

As atuações dos personagens não são das melhores do mundo, mas são suficientes para que o filme seja assistível. O protagonista Chad Michael Murray, conhecido por A Casa de Cera (2005) consegue atuar de forma eficaz para desempenhar seu papel de protagonista. E Bruce Willis como sempre muito bem, apesar de não ser o foco aqui, fazendo um papel coadjuvante e um pouco mais envelhecido, sem tanta mobilidade como já vimos em outros filmes do auge de sua carreira.

Então, no geral, Survive the Night é um filme que dá sim para assistir até o segundo ato. A partir daí será preciso um pouco mais de paciência, pois fica bem mais arrastado. E se você é fã de Bruce Willis e quer vê-los novamente em ação, mesmo que em doses bem mais reduzidas, será um bom passatempo. Nota 5,5.

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