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Crítica: IO (2019)

Mais uma pérola da Netflix... Depois de vários filmes como The Cloverfield Paradox (2018), Extinction (2018) entre outros, a Netfli...

Mais uma pérola da Netflix...

IO (2019) cena

Depois de vários filmes como The Cloverfield Paradox (2018), Extinction (2018) entre outros, a Netflix vem ganhando fama de ter boas séries e péssimos filmes. E agora temos mais um filme pra reforçar essa teoria. Vamos falar de IO, o novo filme de ficção científica da Netflix.
IO, uma história em que a poluição gerada pelos humanos tornou o planeta Terra inabitável, então várias estações espaciais foram lançadas ao espaço para que todos os sobreviventes pudessem se salvar. Uma garota e um rapaz lutam para escapar do planeta na última nave da missão.
O filme até começa bem, com uma boa premissa pós apocalíptica de sobrevivência, nos fazendo acreditar que os personagens passarão por situações atípicas e perigosas, e que precisarão somar forças para sobreviver, mas não é nada disso... Aliás, a palavra NADA traduz bem o que é esse filme. Desde o primeiro ato até o último, o roteiro é baseado em cenas que não levam a lugar algum. Os personagens são pouco apresentados, o que não gera a eles nenhum tipo de afeto do telespectador, não há nenhum tipo de momento crítico ou reviravolta que possa ameaçar a trajetória dos personagens, sem falar no arco amoroso que foi construído e inserido da pior forma possível.
A Margaret Qualley faz o papel da Sam Walden, que é filha do cientista Henry, interpretado pelo Danny Huston. Os dois têm atuações razoáveis, apesar do segundo só ter 10s de tela, então não dá para dizer muito sobre ele e também temos o Anthony Mackie, que faz o Micah, que dos três é o que tem mais carisma no filme, mas nem ele conseguiu salvar.
A direção do Jonathan Helpert é razoável. Um dos destaques vai para a ambientação do filme, com um tom acinzentado, o que causa uma boa impressão de apocalipse, porém os pontos fortes ficam por aí. Quando a gente olha para o nome do filme e todo seu material de divulgação, imaginamos que o filme se trata mais de uma aventura para tentar escapar do planeta do que qualquer outra coisa, então era de extrema importância que naves fossem mostradas e claro, a própria colônia espacial chamada IO. O filme passa por cima disso e o único elemento visual que mostra como seria a IO é uma breve cena com pontos de luzes. Esse é o único momento em que vemos as famosas colônias espaciais para onde os protagonistas deveriam ir.
Mesmo que esses detalhes não tivessem sido mostrados, pelo menos o roteiro teria que ser bem escrito, começando com a apresentação do mundo em que tudo acontece, apresentação dos personagens, suas histórias, como foram parar ali, um plano para sair do planeta e alguns elementos conflitantes para que a trama tivesse algum tipo de suspense, além de um arco amoroso mais bem construído. Assim que Micah encontra a Sam, ela fica louca para ter algum relacionamento com ele, sem nenhum tipo de razão para que o sentimento fosse criado. Em um desses momentos, Micah diz “Não posso” e Sam diz “Nós devemos”. Esse é o diálogo que sustenta as intenções da moça com o rapaz.
Em certo momento, eles precisam ir pegar algo que necessitam para pôr em seu veículo e eles simplesmente chegam no local e pegam, sem nenhuma dificuldade. Não há elementos para que o telespectador se preocupe com os personagens.
O final é o mais inacabado possível, sem desfechos para os arcos que o filme nem tentou construir nos atos anteriores, mas a este ponto você já está dando graças a Deus por o filme ter acabado. Nota 2.
IO é mais um filme ruim da Netflix, que cada vez mais torna a empresa merecedora do título de “boa em séries, péssima em filmes”.

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