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Crítica: Acts of Violence (2018)

Acts of Violence (2018) narra como os irmãos Brendan ( Shawn Ashmore) , Roman ( Ashton Holmes) e Deklan ( Cole Hauser) precisam se un...


Acts of Violence (2018) narra como os irmãos Brendan (Shawn Ashmore), Roman (Ashton Holmes) e Deklan (Cole Hauser) precisam se unir para resgatar a namorada de Roman após ser sequestrada por traficantes de pessoas e durante essa busca, eles vão contar com a ajuda do detetive Avery e sua parceira Brooke.
O filme tenta explorar as temáticas da violência, do tráfico humano e até mesmo da prostituição, e até se sai bem nesse ponto, mas os pontos positivos são poucos. Algumas cenas de lutas são muito mal feitas, como a cena em que o detetive Avery luta com o bandido. A sequência de movimentos e como eles são feitos não passam a sensação de veracidade. No geral, as atuações são boas, porém a ação é fraca.
Bruce Willis (Avery) normalmente é a estrela dos filmes. É bastante conhecido por Duro de Matar, e boas atuações, mas não é o que acontece aqui. Além de não ser um personagem importante para o filme, como detetive Avery ele está muito genérico e robotizado, parece incomodado no filme e não vê a hora de pegar seu dinheiro e cair fora. Nesse ano ainda teremos mais um filme com ele: Desejo de Matar, e espero que ele traga de volta as boas atuações que sempre apresentou.
A Sophia Bush (Brooke) está apagadíssima aqui, não dá nem pra fazer uma análise maior de sua atuação. Ela tem um ou dois diálogos, e mais nada...
Cole Hauser interpreta muito bem o veterano de guerra Deklan, que é um personagem com poucos sentimentos afetivos, que não foge da missão de ir atrás dos bandidos e passa um ar de experiência, sempre mantendo o grupo no foco. 
Shawn Ashmore não está mal no papel do Brandon, porém um pouco apagado em relação aos demais. Ashton Holmes faz bem o papel do Roman, namorado desesperado e capaz de cometer qualquer ato pra salvar sua namorada. 
A Melissa Bolona também não faz uma interpretação ruim, porém o roteiro não a favorece, não tem o desenvolvimento que poderia ter. O filme não faz a gente se importar com ela, é apenas um seqüestro gratuito com intenção de gerar uma investigação e alguma ação, mas sem um significado realmente bom para quem está assistindo. Aliás, é um problema geral do filme, falta desenvolvimento aos personagens. 
A história do veterano de guerra é apenas citada, mas não mostrada visualmente, como, por exemplo, alguns flashs da zona de batalha e coisa do tipo, o que poderia dar mais concretude ao personagem. 
O Mike Epps (Max) também está bem interpretando o Max, chefe do crime organizado de tráfico de garotas e drogas, mas não é o vilão que se espera, não tem tanto peso e não passa de fato a sensação de quem pode dar trabalho aos mocinhos do filme.
Num contexto geral, os personagens dos três irmãos são até agradáveis, isso muito se devendo às boas interpretações dos atores, porém todos os outros são personagens genéricos, e a ação e motivações seguem a mesma linha.
Acts of Violence (2017) tem sua 1 hora e meia de puro clichê e cenas de ação não tão impolgantes. Só não é um total fiasco por conta das atuações dos três irmãos. Nem Bruce Willis conseguiu salvar essa. Nota 3,5.

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